O aluguel de colmeias já é rotina no Sul e Sudeste

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O aluguel de colmeias já é rotina na Europa e nos Estados Unidos por ser altamente lucrativa. A produção de mel tornou-se, praticamente, uma atividade secundária da apicultura nesses países. No Brasil, a técnica é mais comum nas regiões Sul e Sudeste.

O trabalho consiste em levar as abelhas para as plantações na época da florada. Assim, quanto mais abelhas no local, melhor a produtividade. Com isso, os apicultores têm uma fonte de renda extra, além do lucro com a comercialização do próprio mel.

Produtores além de alugar as colmeias estão usando feromônio de marcação para garantir que as abelhas forrageiem o pomar com produção de frutas e não áreas de mato próximas. Apis Bloom é um feromônio comercializado pela empresa ISCA Tecnologias e tem sido usado pelos produtores de maçã do sul do Brasil.

Também é uma oportunidade de desenvolver técnicas de beneficiamento do pólen, que pode ser vendido para a indústria alimentícia e de produtos saudáveis.

Em geral, o agricultor paga as despesas de transporte de ida e volta, além do aluguel das caixas de abelhas (colmeias). A depender do tamanho da plantação, elas permanecem por um período de até três meses.

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Polinização da APIS MELIFERA é mais eficiente

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As abelhas são mais eficientes em relação a outros agentes polinizadores, principalmente pela característica batizada pelos cientistas de “fidelidade alimentícia”. Elas só partem para outras fontes de pólen quando visitam todas as flores do local próximo à colmeia.

As abelhas se alimentam o mais próximo possível da colmeia, geralmente dentro de um raio de 3 quilômetros ao redor da colmeia (ou seja, uma área de cerca de 2800 hectares). Se necessário, eles podem voar até 8-13 km para alcançar comida ou água. ( Percival, 1947 ; Sammataro e Avitabile, 1998 )

No entanto a visitação não é homogênea neste perímetro, quanto mais perto da base maior é a visitação e quanto mais longe menor a visitação as flores. Apis Bloom, produto que uso como ingrediente ativo o feromônio de marcação das abelhas, quando usado pelos produtores de frutas, faz com que as abelhas visitem por igual todas as plantas, perto ou longe da base das abelhas, aumentando o forrageamento e a produção.

Uma boa polinização tende a entregar frutos melhor formados e um retorno melhor ao produtor pela qualidade da fruta.

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Abelhas – comunicação e persepção

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A comunicação da Apis mellifera é baseado em sinais químicos, e a maioria dos seus comportamentos de comunicação e percepção estão centradas em torno cheiro e gosto. Os membros da colônia de colmeias estão ligados quimicamente uns aos outros. Cada colmeia tem uma assinatura química única que os companheiros de colmeia usam para reconhecer um ao outro e detectar abelhas de outras colônias.

Dentro da colméia, as abelhas estão em constante comunicação química umas com as outras. Trabalhadores se alimentam e cuidam um do outro, assim como larvas, zangões e a rainha. No processo, eles transmitem feromônios – sinais químicos – que indicam informações sobre a saúde da rainha e o estado da colônia.

Os produtos químicos não só ajudam a detectar a assinatura correta das colmeias, mas também a forragear. As abelhas usam perfume para localizar flores à distância. Quando um forrageiro de sucesso retorna à colméia, ele passa o aroma das flores para os seus companheiros de ninho, para ajudá-los a encontrar o mesmo pedaço de flores.

>>> APIS BLOOM usa o feromônio de marcação das Apis mellifera para ajudar na produção agrícola.

Quando um trabalhador pica alguma coisa, seu ferrão libera um feromônio de alarme que faz com que outras abelhas se agitem e partam para localizar o inimigo.

A visão é importante para as abelhas. Eles podem ver outros animais e reconhecer flores. Os olhos das espécies Apis podem detectar comprimentos de onda da luz ultravioleta que estão além do espectro visível. Isso permite que eles localizem o sol em dias nublados e ver marcas em flores que são visíveis apenas em luz ultravioleta. Uma parte dos olhos da abelha é sensível à luz polarizada, e eles usam isso para navegar.

Trabalhadores e rainhas podem ouvir vibrações. Novas rainhas chamam umas às outras e aos trabalhadores quando emergem pela primeira vez. Os trabalhadores ouvem as vibrações das danças feitas pelas forrageiras que retornam.

As espécies de Apis têm uma forma de comunicação particularmente notável chamada “dança”. As forrageiras que localizaram uma fonte abundante de comida fazem uma dança para comunicar a localização do adesivo a outras forrageiras. Uma “dança redonda” indica comida a cerca de 300 metros da colméia, e só comunica a presença das flores, não a direção, embora os trabalhadores também recebam o cheiro da comida que a forrageadora trouxe de volta. A mais complicada “dança balançando” indica a direção e a distância da comida mais longe, usando a localização do sol e a memória da abelha da distância que ela voou para retornar à colmeia. A comunicação simbólica é bastante incomum entre os invertebrados, e essas “danças” das abelhas têm sido intensamente estudadas.

artigo traduzido do original publicado em http://animaldiversity.org/accounts/Apis_mellifera/

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O que são feromônios

Algumas espécies de insetos empregam odores ou sinais químicos (infoquímicos) para a comunicação entre os indivíduos ou para reagir à presença de outros seres. A troca de informações, através dos infoquímicos, desencadeia uma série de comportamentos nos insetos, incluindo a aproximação, o alarme e o recrutamento, entre outros (Vilela & Della Lucia, 2001).

Os odores que mediam a comunicação entre os indivíduos de uma mesma espécie são conhecidos por “feromônios”. Este termo é originário do grego clássico: pherein (“carregar”) e horman (“estimular”). Karlson & Luscher (1959) definem feromônios como “substâncias secretadas no ambiente externo por um indivíduo e recebidas por outros indivíduos da mesma espécie, provocando uma reação característica”.

Arioli, C.J.; Botton, M.; Mafra-Neto, A.; Molinari, F.; Borges, R.; Pastori, P.L. Feromônios sexuais no manejo de insetos-praga na fruticultura de clima temperado. Florianópolis: Epagri, 2013. 58p. (Epagri. Boletim Técnico, 159).

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Mosquito da dengue criou resistência a repelente, diz pesquisa

Cientistas concluíram que, ainda que inicialmente repelidos pelo composto químico do repelente, os insetos depois o ignoraram

Uma pesquisa conduzida por cientistas no Reino Unido revelou que o mosquito da dengue aparentemente desenvolveu resistência a um princípio ativo presente na maioria dos repelentes atualmente comercializados no mundo, inclusive no Brasil.

A substância, conhecida como DEET, ou dietiltoluamida, é largamente empregada em repelente contra insetos, combatendo mosquitos, pernilongos, muriçocas e borrachudos. O composto age interferindo nos receptores sensoriais desses animais, inibindo seu desejo de picar o usuário.

O estudo, divulgado pela publicação científica Plos One, analisou a reação de mosquitos da espécie Aedes aegypti, vetores da dengue e da febre amarela, à substância. Os cientistas concluíram que, ainda que inicialmente repelidos pelo composto químico, os insetos depois o ignoraram.

Eles recomendaram que governos e laboratórios farmacêuticos realizem mais pesquisas para encontrar alternativas à DEET.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dengue é hoje a doença tropical que se propaga mais rapidamente no mundo. Nos últimos 50 anos, sua incidência aumentou 30 vezes, o que pode transformá-la em uma pandemia, advertiu o órgão.

Isca

Para provar a eficácia da DEET os cientistas pediram a voluntários que aplicassem repelente com DEET em um braço e soltaram mosquitos.

Como esperado, o repelente afastou os insetos. No entanto, poucas horas depois, quando ofereceram aos mesmos mosquitos uma nova oportunidade de picarem a pele, os cientistas constataram que a substância se mostrou menos eficiente.

Para investigar os motivos da ineficácia da DEET, os pesquisadores puseram eletrodos na antena dos insetos.

“Nós conseguimos registrar a resposta dos receptores na antena dos mosquitos à DEET, e então descobrimos que os mosquitos não eram afetados pela substância”, disse James Logan, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, instituição que realizou o estudo.

“Há algo sobre ter sido exposto ao composto químico pela primeira vez que muda o sistema olfativo dos mosquitos. Ou seja, a substância parece mudar a capacidade dos mosquitos de senti-la, o que a torna menos eficiente”, acrescentou.

Uma pesquisa anterior feita pela mesma equipe descobriu que as mudanças genéticas em uma mesma espécie de mosquito podem torná-los imunes à DEET.

“Os mosquitos evoluem muito rapidamente”, disse ele. “Quanto mais nós pudermos entender sobre como os repelentes funcionam e os mosquitos os detectam, melhor poderemos trabalhar para encontramos soluções para o problema quando tais insetos se tornarem resistentes à substância”.

O especialista acrescentou que as descobertas não devem impedir as pessoas de continuarem usando repelentes com DEET em áreas de alto risco, mas salientou que caberá aos cientistas tentar desenvolver novas versões mais efetivas da substância.

Para complementar o estudo, os pesquisadores britânicos agora planejam entender por quanto tempo o efeito dura depois da primeira exposição ao composto químico.

A equipe também deve estudar o efeito em outros mosquitos, incluindo espécies que transmitem malária.

Brasil

No Brasil, a dietiltoluamida está presente na maioria dos repelentes encontrados à venda. Produtos com termetrina e citronela também podem ser achados, mas em menor número.

Não é a primeira vez, entretanto, que a substância causa polêmica.

No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu à consulta popular uma proposta de resolução para assegurar a segurança e a eficácia dos repelentes a ser adotada pelos fabricantes.

No documento, cujo objetivo era disciplinar o comércio desse tipo de produto, o órgão determinava, por exemplo, a proibição do uso de repelentes com DEET em crianças menores de dois anos, além de informar sobre a necessidade de um estudo prévio para produtos com dosagem acima de 30% para um público acima de 12 anos. Em altas dosagens, especialmente em crianças, repelentes com DEET podem ser tóxicos.

Em entrevista à BBC Brasil, Jorge Huberman, pediatra e neonatologista do Hospital Albert Einstein e diretor do Instituto Saúde Plena, sugeriu alternativas ao uso de repelentes com DEET.

“É comum que depois de algum tempo os mosquitos adquiram certa imunidade ao produto, ainda que sejam necessários mais estudos para comprovar tal tese”, explicou.

“Como alternativa, as pessoas podem usar repelentes com citronela e tomar complexo B, cujo cheiro desagrada os mosquitos, além, é claro, de usar mosquiteiros”, disse.

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MOSCA BRANCA INVADE CIDADES NO SUDOESTE DE SÃO PAULO

mosca branca vinda de lavouras da região invade cidades no sudeste de SP

Um inseto conhecido como mosca branca, praga das culturas de soja e feijão, invadiu pelo menos cinco cidades do sudoeste paulista nos últimos dias. A concentração é tão grande que algumas pessoas já usam proteção nos olhos e na boca contra os bichinhos alados.

Nas cidades de Itaporanga, Buri, Itaberá, Barão de Antonina e Riversul a infestação levou comerciantes a trabalharem com as portas fechadas. Internautas registraram as ‘nuvens’ de insetos nas ruas. A presença da mosca branca é mais notada na parte da manhã. Sob o sol quente, os insetos se abrigam em locais sombreados.

O engenheiro agrônomo da Secretaria de Estado da Agricultura em Itapeva, Paulo Roberto Leite, explicou que a praga se prolifera no período de calor, infestando as plantações de soja e feijão que se estendem por 150 mil hectares na região. A mosca se alimenta da seiva dessas plantas e, ao sugá-las no caule, transmite uma virose que acaba matando a plantação. Nos últimos anos, a proliferação aumentou tanto que os produtores de feijão deixaram de cultivar o grão nesta época do ano.

Como a lavoura de soja está em expansão e já ocupa terras próximas da área urbana, o inseto migra para a cidade quando ocorre a aplicação de inseticida no campo.

— Não há como fazer o controle na cidade, pois os inseticidas são exclusivos para uso agrícola — disse.

Quando a soja amadurece, os insetos ficam sem alimento e migram ou desaparecem. A mosca branca, segundo ele, não pica, nem transmite doenças ao homem.

— Incomoda, mas não causa mal — disse.
Publicado originalmente em www.agrosoft.org.br/agropag/224431.htm

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Novas tecnologias para o combate da mosca

Mosca-das-Frutas Ceratitis capitata se alimentando do ANAMED

Uma das grandes dificuldades para o controle de mosca-das-frutas é que elas vem de fora do pomar em grande quantidade e buscam imediatamente algo para se alimentar ou uma fruta para colocar os ovos de sua prole. Muitas vezes os produtores são surpeendidos por estes ataques sem aviso. Uma das estratégias de defesa é pulverizar nas bordas do pomar uma mistura de melaço, água e inseticida. As moscas que estão entrando no pomar encontram fartura de alimentação na isca-tóxica e ao se alimentarem ingerem o inseticida e morrem.

A técnica de isca-tóxica é amplamente utilizadas pelos produtores de frutas. Porém falhas no sistema tem gerado dúvidas sobre a tecnologia: o melaço não é um bom atrativo, as chuvas lavam a isca aplicada e os raios solares degradam o inseticida, obrigando o produtor a fazer uma aplicação a cada 3 dias. Além disso as abelhas eram atraidas para a isca tóxica tornando impeditivo o uso de isca-tóxica na florada.

Recentemente o produtor de fruta passou a contar o ANAMED, uma produto inovador que dispensa a água na mistura, possui na sua formula diversos atrativos para mosca-das-frutas, incapsula na sua formula o inseticida quando misturados fazendo que a isca-tóxica resista a chuva e aos raios UV, duranto por mais que duas semanas. Além disso não atrai abelhas.

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Screen shot 2013-02-06 at 9.27.45 AMA nossa vida e motivação é levar o conhecimento do semioquímico para o dia a dia do controle de pragas. Isso porque o potencial do uso do semioquímico é enorme e suas possibilidades abrangentes e o seu uso sempre significa um avanço na técnica de controle de pragas com mais qualidade, eficiência e principalmente uma relação mais saudável do homem com o ambiente.

Com este blog queremos disponibilizar o conhecimento que temos acesso, nossa forma de entender o uso do feromônio, nossas aspirações e o futuro que vislumbramos. Queremos compartilhar com o mundo acadêmico e com os usuários. Também queremos publicar os trabalhos relevantes internacionais e nacionais.

Esperamos que as pessoas vejam sentido nesse site, se apropriem dele e tenham proveito.

Leandro Mafra – diretor da ISCA BR

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Embrapa comemora bons resultados de testes de campo com feromônios no controle de percevejos-praga da soja

Testes de campo realizados pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) em Rondonópolis (MT), no período de janeiro a março de 2012, mostraram que a utilização de armadilhas à base de feromônios sexuais em lavouras de soja é uma boa estratégia para monitorar e controlar as populações de percevejos que atacam essa cultura, especialmente o percevejo marrom. A iniciativa é resultado do projeto Rede Nacional de Ecologia Química (Repensa), liderado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que reúne outras unidades da Embrapa, instituições brasileiras e internacionais com o objetivo de estudar a comunicação química entre seres-vivos (insetos, plantas e animais pecuários) e utilizar esses conhecimentos em prol do controle biológico de pragas agrícolas. A organização do Projeto em rede permite o compartilhamento de conhecimentos e equipamentos entre grupos com diferentes especialidades, maximizando o potencial de cada grupo e permitindo o alcance de resultados de forma mais dinâmica e precisa. Graças à essa união de saberes, foram realizados os testes de campo no Mato Grosso. Nesses ensaios, armadilhas à base de feromônios desenvolvidas pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em parceria com a ISCA Tecnologias foram testadas pela Fundação MT na Fazenda Guarita na localidade de Rondonópolis com bons resultados. Segundo a pesquisadora da Fundação MT, Lúcia Vivan, os testes de campo foram conduzidos em duas áreas de 25 hectares cada, sendo uma com as armadilhas à base de feromônios (oito armadilhas com distância de 200 metros entre elas) e a outra com a metodologia de amostragem chamada de “pano de batida”. O monitoramento realizado com as armadilhas de feromônios detectou população de percevejo marrom mais precoce e em maior número do que as amostragens realizadas com “pano de batida”. Isso é um bom resultado para o monitoramento e controle dessa praga, explica Vivan. “Quanto antes detectarmos as populações de percevejos, mais cedo podemos iniciar o controle”. Os resultados obtidos pelos testes de campo mostraram que o controle mais precoce propiciado pela utilização de feromônios impacta diretamente a produtividade nas lavouras de soja, já que o percevejo marrom é uma das piores pragas dessa cultura no Brasil. O inseto se alimenta diretamente nos grãos, causando sérios prejuízos no rendimento e na qualidade das sementes, como baixo vigor e menor teor de óleo. Segundo a pesquisadora, a área com as armadilhas apresentou maior produtividade e menor quantidade de sementes danificadas. Ela explica que em 2013, outros testes serão feitos em novas áreas no estado do Mato Grosso. Embrapa investe em pesquisas com feromônios desde a década de 90 O Laboratório de Semioquímicos da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, liderado pelo pesquisador Miguel Borges (foto acima), desenvolve estudos com os semioquímicos (feromônios e cairomônios) das diferentes espécies de percevejos da soja desde 1990 para controle e monitoramento de percevejos que atuam como pragas na cultura da soja no Brasil. Os feromônios são os mais importantes elementos da comunicação entre os insetos. São substâncias químicas de cheiro peculiar, presentes em cada espécie, que atuam como meios de comunicação. Na natureza, os feromônios são responsáveis pela atração de indivíduos da mesma espécie para acasalamento, demarcação de território e outros tipos de comportamento. Os cientistas reproduzem, em laboratório, as condições observadas na natureza para monitorar o comportamento dos insetos-praga e interromper a sua reprodução. A soja é uma das principais culturas agrícolas do Brasil, com uma produção de 68 milhões de toneladas, envolvendo 16 estados e uma área superior a 23 milhões de hectares. O percevejo da soja é uma das pragas mais nocivas a essa cultura de norte a sul do Brasil e também em outros países, como Argentina e Estados Unidos. Hoje a tecnologia existente para monitoramento e identificação da presença de percevejos nas lavouras de soja é a técnica do pano de batida, que além de exigir mão-de-obra qualificada, demanda tempo dos técnicos envolvidos no monitoramento e, por isso, não é muito utilizada pelos produtores, especialmente em plantios extensivos. As armadilhas desenvolvidas a partir de feromônios facilitam o monitoramento dos percevejos nas lavouras de soja, pois as capturas são especificas à praga-alvo, exigindo somente que o produtor conte o número de insetos. “O que se espera no futuro é que o produtor espalhe as armadilhas na área cultivada e faça inspeções semanais em busca de percevejos. Sempre que o número de insetos alcançar uma quantidade pré-determinada, a aplicação de inseticida será recomendada, de forma a aumentar a efetividade do controle e, o mais importante: diminuir o número de aplicações de pesticidas, o que protege o bolso do agricultor e o meio ambiente”, afirma o pesquisador Miguel Borges, que também é coordenador da Rede. Segundo ele, a Embrapa e a ISCA Tecnologias vão investir em novos testes de campo na próxima safra da soja, visando não apenas ao monitoramento, como também ao controle da população de percevejos com a utilização de feromônios nas diferentes regiões produtoras. “O processo consistirá em concentrar a população de percevejos em uma determinada área, denominada área ou cultura armadilha, na qual serão aplicadas medidas de controle”, explica Borges. Rede Repensa vai resultar em banco de semioquímicos à disposição da pesquisa agropecuária brasileira O objetivo final da Rede Repensa, de acordo com o pesquisador, é organizar um banco de semioquímicos, proteínas e genes envolvidos na comunicação química de plantas, animais e insetos, para tornar mais eficiente o processo de desenvolvimento de tecnologias baseadas nessas moléculas. Por isso, as pesquisas estão sendo realizadas em nível básico — para compreender os mecanismos naturais de interação inseto-inseto, inseto-planta e inseto-mamífero — e em nível aplicado, como o teste de campo de Rondonópolis, entre outras ações em conjunto entre as instituições envolvidas. Segundo o pesquisador, os semioquímicos ocupam hoje cerca de 30% do mercado de biopesticidas no mundo, perdendo apenas para os inseticidas bacterianos e os botânicos. No Brasil, o mercado de semioquímicos está em franca expansão, com mais de 15 produtos registrados e outros em fase de registro. “Com esse Projeto, esperamos contribuir para a sustentabilidade da agricultura no Brasil”, finaliza Borges. Participam da Rede as seguintes unidades da Embrapa – Pecuária Sul; Arroz e Feijão; Pecuária Sudeste; Amazônia Ocidental e Clima Temperado — as universidades: Estadual de Mato Grosso (Unemat); de Brasília (UnB); Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Federal de Lavras (UFLA); Federal de São Carlos (UFSCar); Federal de Goiás (UFG), além de instituições brasileiras – Fundação MT; Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) na Bahia; Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Empresa Matogrossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) – e internacionais: USDA/ARS-Chemicals, Affecting Insect Behavior Laboratory e Rothamsted Research-Chemical Biological Group. FONTE Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Fernanda Diniz – Jornalista Telefones: (61) 3448-4769 e 3340-3672

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ISCA recebe prêmio internacional de inovação por Smart Trap

Um projeto que pode revolucionar a agricultura levou o prêmio principal da Americas Foundation Wireless Innovation Project. Desenvolvido por Agenor Mafra-Neto, da ISCA Tecnologias, em parceria com Eamonn Keogh, da University of California Riverside, o Wireless Bug Sensor oferece uma nova forma de controlar pragas nas lavouras, diminuindo o uso de inseticida e aumentando a capacidade de produção. O concurso é organizado pela Vodafone Américas Foundation e mHealth Alliance e visa estimular a inovação em tecnologia wireless (sem fio) para a resolução de problemas globais.

 

A Vodafone Américas Foundation selecionou três projetos, dos inúmeros participantes, por meio  de uma bancada de juízes de renome internacional. O projeto vencedor, o Wireless Bug Sensor, recebeu o prêmio de trezentos mil dólares e consiste em um sensor inteligente que detecta, conta e identifica insetos presentes na lavoura,  e manda mensagens de texto alertando agricultores sobre eventuais problemas com pragas agrícolas. A cerimônia de premiação ocorreu na Conferência Global de Filantropia (Global Philanthropy Conference), em Washington DC, no dia 17 de Abril.

Da esquerda para a direita: Kim Spencer – diretora de assuntos regulatórios da ISCA, Agenor Mafra-Neto – presidente e sócio fundador ISCA, Eamonn Keogh – pesquisador-chefe da UC Riverside, June Sugiyama – diretora da Vodafone Américas Foundation, e Michalis Faloutsos – pesquisador da UC Riverside.

 

Sobre o Wireless Bug Sensor

 

A produção agrícola global é beneficiada pela diversidade de insetos benéficos que polinizam e protegem as plantas da ação de insetos herbívoros. A herbívora de insetos praga, no entanto, causa enormes prejuízos à produção de alimentos. Para controlar as pragas no campo, é necessário saber se estas realmente estão presentes no cultivo, em que lugares e em que densidade populacional.

Hoje em dia, apesar do agricultor ter acesso a armadilhas de monitoramento e atrativos que fornecem informações para a tomada de decisão de controle, os dados são coletados com pouca frequência. Com o sistema manual de monitoramento, a demora com a coleta e disponibilização de dados dificulta a tomada de decisão, afetando diretamente a eficiência das medidas de controle.

Buscando uma solução para este problema, a equipe de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) da ISCA Tecnologias, em colaboração com a UC Riverside, desenvolveu o sistema Wireless Bug Sensor, que detecta o inseto capturado em armadilhas por meio de sensores. Estes sensores sensíveis e sofisticados, aliados a sistemas computacionais de data mining, conseguem diferenciar os insetos capturados por espécie (em alguns casos, pode identificar até o sexo do inseto). A partir dessas informações, o Wireless Bug Sensor alerta o agricultor através de uma rede se fio com mensagens diárias sobre o risco de infestação e dano.

Estas informações periódicas geram relatórios precisos que auxiliam na tomada de decisão, permitindo que se realize o procedimento mais efetivo no momento certo e com aplicações no local exato. O resultado é que o sistema aumenta a produção do agricultor, ao mesmo tempo em que diminui o número e a extensão das aplicações de inseticida. Ao mesmo tempo, o sistema diminui os danos associado à praga, ajudando, desse modo, a diminuir a fome no mundo.

 

Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas nos links http://www.cs.ucr.edu/~eamonn/CE/ e http://www.iscatech.com/exec/wirelessbugsensor.htm

http://project.vodafone-us.com/current-competition/2012-winners/

 

Sobre o prêmio

 

A organização do prêmio acredita que cada um dos três projetos contemplados contribui para a utilização cada vez maior da tecnologia sem fio para resolver problemas sociais relevantes. Ao todo, os projetos receberão 650.000 dólares em dinheiro, que deverão ser destinados ao desenvolvimento, implementação e difusão. “É incrivelmente energizante poder reconhecer essas soluções inovadoras para o bem social”, disse June Sugiyama, diretora da Vodafone Americas Foundation™.  “Este é o nosso quarto ano de concurso e nós continuamos a identificar soluções originais e impactantes”.

Para Patty Mechael, diretor executivo da mHealth Alliance, a parceria entre as duas organizações é excepcionalmente poderosa na medida em que permite que ideias para uso da tecnologia sem fio virem realidade. “O campo da mHealth está crescendo constantemente e agora, mais que nunca, é essencial para nós apoiar inovações que nos permitirão superar os desafios de desenvolvimento que têm um impacto significativo na vida das pessoas. Este tipo de premiação inspira empreendedores e inovadores a explorar um território inexplorado, viabilizando ideias visionárias que melhoram comunidades em todo o mundo”, afirma.

 

 

 

 

Sobre a ISCA Tecnologias

 

Encontrar soluções para resolver problemas globais é o tema central da ISCA, que trabalha na integração de tecnologias multidisciplinares para manejar insetos-praga e agentes patogênicos, visando maximizar as colheitas, e, deste modo, colaborar na melhoria do abastecimento de alimentos no mundo. A empresa é pioneira mundial em soluções inovadoras baseadas em feromônios e outros químicos que modificam o comportamento de insetos (semioquímicos).

A ISCA consegue viabilizar o uso desses semioquímicos disponibilizando alternativas de controle de pragas com baixo impacto ambiental. Hoje, a empresa é uma das principais e mais inovadoras na área de semioquímicos, conhecida por trazer ao mercado produtos extremamente eficientes e  diferenciados.

Agenor Mafra-Neto, fundador da ISCA, é um incansável defensor e promotor do uso de produtos semioquímicos para o manejo de insetos-praga, com colunas populares e inúmeros trabalhos em publicações científicas nacionais e internacionais (como o conceituado jornal científico britânico “Nature”). Todo seu conhecimento é aplicado no desenvolvimento dos produtos ISCA Tecnologias, comercializados no Brasil e no mundo, que oferecem soluções eficazes e altamente sustentáveis para o manejo integrado de pragas em diversas culturas.

 

Mais detalhes sobre o concurso e projetos vencedores podem ser encontradas em project.vodafone-us.com. Mais informações sobre a Aliança mHealth e seu trabalho podem ser encontrados em www.mhealthalliance.org.

 

 

Material produzido pela jornalista Mariana Felippe (Mtb: 59.236 SP) – Contato: marianafelippeo@gmail.com ou 13 8811-5134.

 

Para informações técnicas:

 

Leandro Mafra

Diretor ISCA – BRASIL

13 8116 0146 – leandro@isca.com.br

 

Agenor Mafra Neto

Presidente ISCA – CALIFORNIA/USA

+1 951-377-3704 – president@iscatech.com

 

Rafael Borges

Gerente P&D ISCA – BRASIL

49 9973 0420 – rafael@isca.com.br

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