INOVAÇÃO – Armadilhas Inteligentes

Pesquisadores da ISCA Tecnologias em colaboração com a Universidade da Califórnia desenvolveram uma armadilha inteligente – Smart Trap – para insetos, capaz de monitorar sozinha pragas na agricultura criando sistemas de alerta automatizados. O sistema tem o potencial de alterar a forma como se faz controle de pragas hoje, tornando os sistemas mais sensíveis e precisos, tornando possível que se aplique inseticida somente quando necessário, aumentando a eficiência e diminuindo os riscos ambientais.

 

Apesar do agricultor ter acesso a armadilhas de monitoramento e atrativos que fornecem informações para a tomada de decisão de controle, os dados são coletados com pouca frequência. Com o sistema manual de monitoramento, a demora com a coleta e disponibilização de dados dificulta a tomada de decisão, afetando diretamente a eficiência das medidas de controle.

 

 

Buscando uma solução para este problema, a equipe de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) da ISCA Tecnologias, em colaboração com a UC Riverside, desenvolveu o sistema Wireless Bug Sensor, que detecta o inseto capturado em armadilhas por meio de sensores. Estes sensores sensíveis e sofisticados, aliados a sistemas computacionais de data mining, conseguem diferenciar os insetos capturados por espécie (em alguns casos, pode identificar até o sexo do inseto). A partir dessas informacões, o Wireless Bug Sensor alerta o agricultor através de uma rede se fio com mensagens diárias sobre o risco de infestação e dano.

 

Estas informações periódicas geram relatórios precisos que auxiliam na tomada de decisão, permitindo que se realize o procedimento mais efetivo no momento certo e com aplizações no local exato. O resultado é que o sistema aumenta a produção do agricultor, ao mesmo tempo em que diminui o número e a extensão das aplicações de inseticida. Ao mesmo tempo, o sistema diminui os danos associado à praga, ajudando, desse modo, a diminuir a fome no mundo.

 

ISCA recebeu prêmio internacional de inovação em Los Angeles no último dia 17 de abril por desenvolvimento desta armadilha inteligente. O Bio. PhD. Agenor Mafra-Neto, pesquisador chefe e presidente da ISCA, acredita que estes primeiros resultados devem gerar produtos para monitorar pragas na agricultura, como mosca e mariposas, mas também em silos e navios, lugares de difícil acesso. Para além da agricultura as possibilidades parecem ser muito promissoras, Agenor acredita que pragas transmissoras de doenças como a dengue e malária serão monitoradas em cidades e matas por este tipo de armadilha, com sensores e placas wireless, tornando possível sistemas de alerta e controle regionais.

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