Isca e Embrapa assinaram convênio para desenvolvimento de um atrativo para mosca das frutas

Neste mês de junho ISCA e EMBRAPA Uva e Vinho assinaram um termo de cooperação técnica para o desenvolvimento de uma isca tóxica para  mosca-das-frutas  sul americana. O pesquisador Dr. Marcos Botton está a frente do projeto na EMBRAPA UVA e VINHO e junto com o pesquisador Rafael Borges gerente de P&D da ISCA buscam aliar a tecnologia de atração com o poder letal do inseticida.

O novo atrativo promete tornar as isca-tóxicas mais eficientes, resistentes a chuva e não agredir abelhas e inimigos naturais

Segundo Marcos Botton o uso de iscas toxicas é uma tendência mundial no manejo da praga. Devido à ausência de novos produtos que controlem as larvas da mosca-das-frutas de forma eficaz no interior dos frutos e a proibição dos fosforados, o foco da pesquisa vem sendo direcionado ao controle dos adultos, através do emprego de iscas tóxicas. Esta estratégia apresenta diversas vantagens em relação às pulverizações convencionais, com destaque para a ausência de resíduos nos frutos, pelo fato de a aplicação ser direcionada ao tronco e folhas, e não aos frutos.

O conhecimento da ISCA está focado em  atração de insetos, “nesta formulação estamos aliando o poder de atração de quatro atrativos diferentes”, explica Rafael Borges,  ”as moscas são insetos nativos e adaptados ao ambiente há milhões de anos, buscamos desenvolver uma formulação mais atrativa que as fontes alimentares existentes nos pomares e matas, fazendo com que os insetos se aproximem das iscas e alimentem-se do produto”. A formulação usa a tecnologia de ECRT (ISCA Emulsion Controlled Release Technology), a mesma que empregada nos produtos SPLAT, esse novo componente permite aumento da persistência dos ingredientes ativos aos fatores ambientais, especialmente a chuva. “O produtor que fazia 4 a 6 aplicações de isca-tóxica com melaço ou proteína quinzenalmente, poderá substituí-las por uma aplicação apenas trazendo economia sem prejuízo ao ambiente” acrescenta Rafael.

O desenvolvimento teve início em 2007 quando o Departamento Americano para Agricultura – USDA – buscou na ISCA Tecnologias alternativas para o controle da mosca-das-frutas. O PhD. Agenor Mafra-Neto, presidente da ISCA, junto com o Dr. Rogers Vargas do Centro Americano de Pesquisa para Agricultura, USDA-ARS, chegaram a uma formula de ECRT com atrativo  Methyl Eugenol  e inseticida de baixo impacto espinosade. O produto, SPLAT MAT, é considerado o mais bem sucedido no controle da mosca-das-frutas oriental testado pelo entomologista Roger Vargas da ARS:  ”SPLAT captura cerca de 14 vezes mais mosca oriental comparado ao Min-U-Gel com Naled, que é o produto atualmente usado nos programas oficias para controle da espécie “. Este produto está sendo registrado pela ISCA no Brasil e deve ser usado no programa oficial do governo brasileiro no controle da Mosca da Carambola nos Estados do Amapá e Roraima.

No Brasil a tecnologia evoluiu na busca de atrativos eficientes para as moscas nativas. Desde 2008 ISCA e Embrapa fazem testes de laboratório e de campo com diferentes atrativos e formulações. Iremos lançar ainda neste ano um atrativo baseado nesta tecnologia, afirma Leandro Mafra, Diretor e gerente de Marketing  da ISCA. O atrativo deve ser usado para melhor a eficiência do monitoramento e controle  da mosca-das-frutas. Hoje os atrativos no mercado tem que competir pelas moscas com abundancia de odores liberados pelas frutas em decomposição que são abandonadas no chão dos pomares. O novo produto deve ser mais atrativo  para as moscas pois se baseia em odores liberados pelas frutas nativas, preferencia das moscas.

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