MAÇÃ – Mais danos com Grafolita em em pomares com Sarna

O pesquisador da Embrapa Dr. Marcos Botton e Dr. Oscar Arnaldo Batista Neto e SilvaI, Dr. Mauro Silveira Garcia e o mestrando Maicon Bisognin da UFPEL em trabalho de laboratório concluem que a sarna influência no ataque da Grafolita. A observação de que frutos com sarna são mais infestados pela G. molesta pode resultar em níveis de infestação maiores nos anos em que o controle da doença for menos efetivo.

 

Em monitoramentos de pragas realizados na cultura da macieira foram observadas maiores infestações da mariposa oriental (Grapholita molesta) em frutos provenientes de pomares com maior incidência de lesões causadas pela sarna-da-macieira (Venturia inaequalis). Para validar esta observação, conduziu-se um experimento em laboratório com o objetivo de verificar a influência de lesões da sarna da macieira em frutos, na capacidade de infestação por G. molesta. Foram utilizados frutos (n=200) de macieira da variedade Gala com sintomas da sarna (n=100) e frutos sadios (n=100). Uma lagarta recém-eclodida foi inoculada em cada fruto e a avaliação foi realizada 10 dias após a infestação, determinando-se o número de lagartas que conseguiram penetrar nos frutos. Houve diferença significativa na capacidade de penetração das lagartas associado a presença de lesões da sarna (87%) quando comparado com frutos sadios (61%). Conclui-se que frutos de maçã da cv. Gala atacados por Venturia inaequalis são mais infestados por lagartas de primeiro ínstar de Grapholita molesta.

 

Fonte: Rev. Bras. Frutic. vol.33 no.4 Jaboticabal dez. 2011 - http://dx.doi.org/10.1590/S0100-29452011000400036

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Isca e Embrapa assinaram convênio para desenvolvimento de um atrativo para mosca das frutas

Neste mês de junho ISCA e EMBRAPA Uva e Vinho assinaram um termo de cooperação técnica para o desenvolvimento de uma isca tóxica para  mosca-das-frutas  sul americana. O pesquisador Dr. Marcos Botton está a frente do projeto na EMBRAPA UVA e VINHO e junto com o pesquisador Rafael Borges gerente de P&D da ISCA buscam aliar a tecnologia de atração com o poder letal do inseticida.

O novo atrativo promete tornar as isca-tóxicas mais eficientes, resistentes a chuva e não agredir abelhas e inimigos naturais

Segundo Marcos Botton o uso de iscas toxicas é uma tendência mundial no manejo da praga. Devido à ausência de novos produtos que controlem as larvas da mosca-das-frutas de forma eficaz no interior dos frutos e a proibição dos fosforados, o foco da pesquisa vem sendo direcionado ao controle dos adultos, através do emprego de iscas tóxicas. Esta estratégia apresenta diversas vantagens em relação às pulverizações convencionais, com destaque para a ausência de resíduos nos frutos, pelo fato de a aplicação ser direcionada ao tronco e folhas, e não aos frutos.

O conhecimento da ISCA está focado em  atração de insetos, “nesta formulação estamos aliando o poder de atração de quatro atrativos diferentes”, explica Rafael Borges,  ”as moscas são insetos nativos e adaptados ao ambiente há milhões de anos, buscamos desenvolver uma formulação mais atrativa que as fontes alimentares existentes nos pomares e matas, fazendo com que os insetos se aproximem das iscas e alimentem-se do produto”. A formulação usa a tecnologia de ECRT (ISCA Emulsion Controlled Release Technology), a mesma que empregada nos produtos SPLAT, esse novo componente permite aumento da persistência dos ingredientes ativos aos fatores ambientais, especialmente a chuva. “O produtor que fazia 4 a 6 aplicações de isca-tóxica com melaço ou proteína quinzenalmente, poderá substituí-las por uma aplicação apenas trazendo economia sem prejuízo ao ambiente” acrescenta Rafael.

O desenvolvimento teve início em 2007 quando o Departamento Americano para Agricultura – USDA – buscou na ISCA Tecnologias alternativas para o controle da mosca-das-frutas. O PhD. Agenor Mafra-Neto, presidente da ISCA, junto com o Dr. Rogers Vargas do Centro Americano de Pesquisa para Agricultura, USDA-ARS, chegaram a uma formula de ECRT com atrativo  Methyl Eugenol  e inseticida de baixo impacto espinosade. O produto, SPLAT MAT, é considerado o mais bem sucedido no controle da mosca-das-frutas oriental testado pelo entomologista Roger Vargas da ARS:  ”SPLAT captura cerca de 14 vezes mais mosca oriental comparado ao Min-U-Gel com Naled, que é o produto atualmente usado nos programas oficias para controle da espécie “. Este produto está sendo registrado pela ISCA no Brasil e deve ser usado no programa oficial do governo brasileiro no controle da Mosca da Carambola nos Estados do Amapá e Roraima.

No Brasil a tecnologia evoluiu na busca de atrativos eficientes para as moscas nativas. Desde 2008 ISCA e Embrapa fazem testes de laboratório e de campo com diferentes atrativos e formulações. Iremos lançar ainda neste ano um atrativo baseado nesta tecnologia, afirma Leandro Mafra, Diretor e gerente de Marketing  da ISCA. O atrativo deve ser usado para melhor a eficiência do monitoramento e controle  da mosca-das-frutas. Hoje os atrativos no mercado tem que competir pelas moscas com abundancia de odores liberados pelas frutas em decomposição que são abandonadas no chão dos pomares. O novo produto deve ser mais atrativo  para as moscas pois se baseia em odores liberados pelas frutas nativas, preferencia das moscas.

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Armadilha com nanosensores para identificação de mosquitos e detecção do vírus da dengue em tempo real

PLACA COM NANOSENSORES

A ISCA está desenvolvendo armadilha com nanosensores que captura e identifica mosquitos e determina se eles são portadores do vírus da dengue. Esta inovação representa um grande avanço para programas de controle de Dengue como no Brasil, pois será possível saber onde estão os mosquitos, que especie de mosquito, em que densidade, e se eles são ou não transmissores de dengue. O invento será apresentado para comunidade científica no International Society for Infectious Diseases (ISID) dia 8 de julho, promovido pela Sociedade Internacional para Doenças Infecciosas, quando o Diretor da empresa, Dr. Agenor Mafra, apresentará em Boston (EUA) os resultados preliminares da pesquisa que vem conduzindo à frente de sua equipe em parceria com o Dr. Eamonn Keogh, docente do Departamento de Engenharia e Ciências da Computação da Universidade da Califórnia. O trabalho será exposto e mostrará como a ISCA concebeu uma forma inovadora de monitorar a presença dos vírus da dengue e da dengue hemorrágica em tempo real. Testado com êxito em laboratório, o experimento deverá agora ser levado a campo, como próximo passo da pesquisa.

 

O experimento utilizou como ferramenta de atração a Zumba Mosquito TrapTM, armadilha patenteada que, quando iscada com dióxido de carbono e o atrativo sintético SkinLureTM, apresenta desempenho superior ao da tradicional mini-armadilha luminosa CDC, pois coleta um número maior de mosquitos Aedes aegypti e, dentre estes, uma proporção maior de mosquitos hospedeiros do vírus da dengue, relativamente aos mosquitos não-hospedeiros. O método utilizado consistiu em acoplar à Zumba Mosquito TrapTM um conjunto de nanosensores previamente bio-funcionalizados para acusar a presença do vírus através de sinais elétricos que são computados eletronicamente e enviados por wireless para a rede de dados Moritor (checkplant.com.br). Para determinar os resultados, utilizou-se dois grupos separados de mosquitos: um formado por não-portadores do vírus e outro por portadores. Os dados colhidos durante o experimento mostraram que a resistência à corrente elétrica dos nanosensores mantinha-se estável quando estes eram expostos ao primeiro grupo e aumentava significativamente nos testes com o segundo. Assim, ficou demonstrada a viabilidade de se combinar armadilhas Zumba com nanosensores da ISCA para monitorar em tempo real a presença do vírus da dengue em áreas infestadas por mosquitos.

 

A condução desta primeira etapa da pesquisa é resultado de anos de pesquisa e colaboração com a Universidade da Califórnia. Para bio-funcionalizar os nanosensores contra o vírus da dengue foi necessário utilizar anticorpos específicos e lançar mão de circuitos eletrônicos capazes de um prover rapidamente um grande número de cálculos complexos sem utilizar muita energia. O próximo passo? desenvolver um dispositivo similar portátil que possa ser empregado em campo -  caminha na direção de se chegar a um produto commercial com enorme impacto na área de saúde pública, especialmente em países tropicais.

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Resultados promissores com SPLAT para traça-dos-cachos

Pesquisadores da Embrapa Semiárido comemoram resultados com produto da ISCA para controle das Traças-dos-Cachos. Os pesquisadores da Embrapa, ISCA e UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) testaram em parreirais do Vale do São Francisco o SPLAT Crypto procurando a melhor dosagem e manejo do produto, aliando eficiência com viabilidade econômica. “O manejo pesquisado no projeto praticamente abre espaço para inverter a tendência registrada nos últimos anos da constante presença da espécie de lagarta – e que tanto prejuízo tem causado às vinícolas”, afirma o engenheiro agrônomo José Eudes de Morais Oliveira, pesquisador da Embrapa Semiárido.

Quando começou a executar o projeto para o manejo integrado da traça-dos-cachos da videira, em janeiro de 2009, o engenheiro agrônomo José Eudes de Morais Oliveira, pesquisador da Embrapa Semiárido, lembra que em armadilhas com iscas feromônicas colocadas nas áreas infestadas podia-se contar até 700 desses insetos por inspeção. Ao final do projeto, neste início de 2011, as quantidades encontradas caíram drasticamente para cerca de cinco. O resultado, se não garante a extinção da praga assegura a manutenção da população do inseto em níveis tão reduzidos que não afetam a produtividade do parreiral.

A redução drástica da população do inseto nas áreas pesquisadas foi obtida sem o recurso de qualquer dose de insumos químicos. “A técnica empregada foi bem mais sutil e sem qualquer dano para o meio ambiente ou de risco de resíduos nas frutas que podem prejudicar a qualidade do vinho e a saúde humana”, afirma o pesquisador.

 

De acordo com Oliveira, é expressivo o gasto com pulverizações de defensivos agrícolas nas vinícolas para controle da praga. As lagartas ao se alimentarem dos cachos provocam lesões nas bagas que favorecem o aparecimento de fungos que causam doenças e inviabilizam a utilização dos frutos para processamento ou consumo in natura.

Embora a pesquisa tenha sido realizada em um ambiente de clima tropical semiárido, Oliveira acredita que seus resultados podem ser empregados para orientar o manejo e controle da praga em outras regiões vinícolas do país, como o Rio Grande do Sul.

 

A ISCA desenvolve produtos que atraem e repelem insetos respondendo as exigências da sociedade por produtos de baixo impacto ambiental para produção de alimentos. O Splat Crypto  é um liberador do odor da fêmea para atrair o macho da traça-dos-cachos para reprodução, ao ser distribuído no pomar forma milhares de trilhas de odor competindo com as trilhas da fêmea dificultando que machos encontrem as fêmeas. O resultado é que a população de traça não cresce e não causa dano.

 

O produto está em processo de registro junto ao MAPA e os testes foram realizados com Registro Especial Temporário.

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INOVAÇÃO – Armadilhas Inteligentes

Pesquisadores da ISCA Tecnologias em colaboração com a Universidade da Califórnia desenvolveram uma armadilha inteligente – Smart Trap – para insetos, capaz de monitorar sozinha pragas na agricultura criando sistemas de alerta automatizados. O sistema tem o potencial de alterar a forma como se faz controle de pragas hoje, tornando os sistemas mais sensíveis e precisos, tornando possível que se aplique inseticida somente quando necessário, aumentando a eficiência e diminuindo os riscos ambientais.

 

Apesar do agricultor ter acesso a armadilhas de monitoramento e atrativos que fornecem informações para a tomada de decisão de controle, os dados são coletados com pouca frequência. Com o sistema manual de monitoramento, a demora com a coleta e disponibilização de dados dificulta a tomada de decisão, afetando diretamente a eficiência das medidas de controle.

 

 

Buscando uma solução para este problema, a equipe de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) da ISCA Tecnologias, em colaboração com a UC Riverside, desenvolveu o sistema Wireless Bug Sensor, que detecta o inseto capturado em armadilhas por meio de sensores. Estes sensores sensíveis e sofisticados, aliados a sistemas computacionais de data mining, conseguem diferenciar os insetos capturados por espécie (em alguns casos, pode identificar até o sexo do inseto). A partir dessas informacões, o Wireless Bug Sensor alerta o agricultor através de uma rede se fio com mensagens diárias sobre o risco de infestação e dano.

 

Estas informações periódicas geram relatórios precisos que auxiliam na tomada de decisão, permitindo que se realize o procedimento mais efetivo no momento certo e com aplizações no local exato. O resultado é que o sistema aumenta a produção do agricultor, ao mesmo tempo em que diminui o número e a extensão das aplicações de inseticida. Ao mesmo tempo, o sistema diminui os danos associado à praga, ajudando, desse modo, a diminuir a fome no mundo.

 

ISCA recebeu prêmio internacional de inovação em Los Angeles no último dia 17 de abril por desenvolvimento desta armadilha inteligente. O Bio. PhD. Agenor Mafra-Neto, pesquisador chefe e presidente da ISCA, acredita que estes primeiros resultados devem gerar produtos para monitorar pragas na agricultura, como mosca e mariposas, mas também em silos e navios, lugares de difícil acesso. Para além da agricultura as possibilidades parecem ser muito promissoras, Agenor acredita que pragas transmissoras de doenças como a dengue e malária serão monitoradas em cidades e matas por este tipo de armadilha, com sensores e placas wireless, tornando possível sistemas de alerta e controle regionais.

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Surtos de Moscas causam prejuizos

Grandes infestações de moscas-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) tem sido fator de preocupação para os produtores de gado.  Segundo o professor Fabiano Antonio Cadioli, da Faculdade de Medicina Veterinária, Câmpus de Araçatuba, a infestação dos currais, áreas de pastagem ou de confinamento do rebanho é um problema sanitário. “Há uma mudança no ambiente que favorece a reprodução do inseto”, comenta.

Como as moscas colocam seus ovos em matéria orgânica os estoques de restos de material orgânico das Usinas de cana-de-açúcar e mesmo o uso deste material para fertilização das lavouras tem intensificado o problema.

As moscas podem ser combatidas usando armadilhas, recentemente a ISCA Tecnologias lançou a Armadilha Refeflexiva que tem capturas superiores da mosca-dos estábulos. “Armadilha Reflexiva que apresenta capturas de mosca doméstica, mosca do chifre, mas principalmente a mosca-dos estábulos” comenta o Bio. Rodrigo O. Silva, coordenador de laboratórios da ISCA “a armadilha tem um grande painel que reflete os raios solares, este é coberto por uma película transparente com uma grande superfície de contato coberto com uma cola entomológica”. Além da Armadilha Reflexiva outras armadilhas podem auxiliar no controle: Armadilha Zumba Bola e Atrativo Zumba Fly formam o  Kit Mosca, além disso há uma variedade de armadilhas com cola como a Lona Amarela e o Painel Amarelo.

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PRODUTO – TORULA MAIS ATRATIVO PARA MOSCAS-DAS-FRUTAS

Armadilha Bola com Pastilhas de Torula

A grande diferença prático do uso da Torula para o monitoramento é que a torula é especifica para mosca, possibilitando uma inspeção e contágem facilitada, já outros atrativos como suco de uva e proteinas atraem mariposas e a água fica turva, dificultando muito o monitoramento.

O uso de armadilhas para coletar dados da presença e da flutuação de populações de moscas nos pomares tem se tornado cada vez mais comum e frequente. Com estas informações os produtores tem diminuindo o número de aplicações de inseticida e aumentado a eficácia no controle. Porém, estes atrativos alimentares tem se mostrado menos eficiente quando há frutas nas plantas, pois há muita oferta de alimentos.

 

Por esse motivo os produtores estão buscando atrativos proteicos, “sabemos que a mosca, principalmente a fêmea, necessita para o amadurecimento de seus ovos e ovários uma alimentação rica em proteínas…” explica o Agrônomo João Vicente Zuanazzi, da Agro Industrial Lazzeri S/A. de Vacaria/RS, em recente artigo publicado no Jornal da Fruta, “…então estes atrativos alimentares compostos de nutrientes ou similares é bem mais atrativo que suco de uva, uma fonte apenas energética”. Este ano, com o uso de Pastilhas de Torula,os resultados foram muito melhores.A partir de fevereiro, quando há muita fruta madura nas plantas e solo, as armadilhas com atrativos alimentares deixaram de capturar e as armadilhas com Pastilhas de Torula continuaram capturando.Novos dados interessantes foram identificados, como a captura de mosca durante todo o outono, quando se acreditava que já não havia populações de mosca no pomar.

O uso preferencial de Torula com armadilhas McPhailé recomendado pelo “Guia de Armadilhamento para Programas de Áreas Livre de Mosca” publicado pela FAO/IAEA, isso porque as Pastilhas de Torula  são mais eficazes do que as proteínas hidrolisadas ao longo do tempo, por causa do seu pH estável em 9,2. O nível de pH na mistura desempenha um papel importante na atração de moscas-das-fruta. Menor número de moscas são atraídas para as armadilhas quando o pH fica mais ácido.

” 95% de nossas vendas de Pastilhas de Torulasão para programas quarentenários governamentais” declara Leandro Mafra, diretor da ISCA Tecnologias, “porém os produtores de maçã e citros vem aumentando o volume de compra na mesma proporção em que aumentam a confiança no produto, uma conta simples que relaciona custo/ano com a Torula e o custo com inseticidas para o controle de mosca desfaz as últimas resistências”.

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ARTIGO – Mosca das frutas, em curto prazo um panorama sombrio.

Eng. Agr. João Vicente Zuanazzi

Crea RS 065.742

 

Há várias safras que temos observado falhas no controle das moscas das frutas (Anastrefa fraterculus) nos pomares de macieiras, principalmente em áreas onde a praga tem uma presença significativa, ou seja, naqueles próximos de matas nativas ou entremeadas delas e com presença de hospedeiros como goiabeiras e guavirovas.  Uma das dificuldades crescentes é a falta de opções de novas moléculas eficientes para o seu controle químico, menos tóxicas e agressivas ao meio ambiente, pois as tradicionais (fosforados, carbamatos e piretroides) estão sendo proibidas ou fortemente restringidas nas exigências dos limites máximos de resíduos (LMR’s) na fruta, onde a maioria dos ingredientes ativos já esta no limite de detecção, ou seja, partes por bilhão. Outra dificuldade observada que vamos enfatizar neste artigo é o modelo de monitoramento utilizado, baseado no uso de suco de uva a 25% em armadilhas de bola (Macphil). Já por três safras consecutivas observamos que o monitoramento desta forma tem uma boa confiabilidade no inicio do ciclo até a fase de pré-colheita. Após este período nos parece que sua atratividade fica muito prejudicada e capturamos uma quantidade muito baixa de moscas, não refletindo a verdadeira situação da praga, ou seja, temos um caso típico de falso negativo.  Não sabemos exatamente entender a razão para esta perda, mas uma hipótese pode ser formulada, a influência das frutas maduras na colheita e também as que caem no chão, como fonte de liberação de compostos voláteis que podem estar confundindo as moscas em encontrar os frascos com suco, como conseqüência, os níveis de capturas permanecem baixos e nunca atingem o nível de controle, mas os danos econômicos ocorrem. A Anastrefa fraterculus é uma praga quarentenária em muitas partes do mundo e uma solitária larva se torna um problema muito grande para a exportação da fruta, pois se encontrada, pode representar o rechaço de um container  e se estiver ainda viva o problema é maior, pois na legislação brasileira a tolerância é “zero” para insetos vivos, gerando custos e prejuízos ao produtor e o embalador.

Em função destas falhas estamos na busca de soluções. Uma das alternativas para o monitoramento é a troca dos atrativos alimentares.Sabemos que a mosca, principalmente a fêmea necessita para o amadurecimento de seus ovos e ovário uma alimentação rica em proteínas, essencial para que haja a completa formação destes, então o uso de atrativos alimentares composto destes nutrientes ou similares é um atrativo bem mais eficiente que o suco de frutas, uma fonte apenas energética. A fêmea em períodos de postura de ovos vai à procura de alimento proteinado e então as armadilhas tornam se novamente representativa da população existente, melhorando a confiabilidade no sistema de monitoramento. No entanto, há duvida que ainda permanece é estabelecer o grau de representatividade destes compostos atrativos, ou seja, a que níveis realmente teríamos riscos eminentes e certos, estabelecer com mais exatidão a relação entre o número de capturas e a verdadeira densidade populacional da praga existente nos pomares e o seu potencial de dano.

Nesta safra de 2012 tivemos uma boa noção deste fato, quando da troca do atrativo suco de uva por Torulas, uma levedura, que tem alta concentração de proteína.Enquanto as armadilhas de suco tiveram capturas insignificantes apartir de fevereiro e não alcançaram em nenhum momento o nível de dano econômico as com Torula foram bem mais eficientes. No gráfico abaixo podemos verificar as capturas de moscas durante o ciclo de um pomar de macieira de 300 hectares a partir de 14 de fevereiro. Comparando as capturas do atrativo protéico de leveduras com o suco de uva é clara a diferença no número de moscas capturadas e reflete automaticamente na indicação de realizar ou não as medidas de controle, que no caso da mosca das frutas é 0,5 mosca/frasco/dia, obviamente levando este padrão como correto. Outro fato interessante é que as armadilhas com leveduras continuam a capturar moscas durante períodos bem mais longos, inclusive no final do outono, com temperaturas próximas a zero grau, que sabidamente não são favoráveis ao desenvolvimento da praga. Permanece a dúvida de como manejar estas informações conjuntamente com as medidas de controle, qual é a relação real da densidade de população com as capturas realizadas, uma fêmea coloca mais de 200 ovos, logo o poder destrutivo desta praga é grande, então é melhor pecar pelo excesso do que ter surpresas desagradáveis, pois os danos econômicos em fruticultura rapidamente podem ser graves e irreversíveis.

 

 

 

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A Decisão de Usar um Atrativo a Base de Torula ou Proteinas Deve ser Técnica e Não Financeira.

Pastilhas de Torulas são consideradas os melhores atrativos para mosca-das-frutas por pesquisadores, além disso  são usados por programas oficiais de controle de moscas-das-frutas no mundo inteiro. As pastilhas são formuladas com uma mistura de levedura de torula mais borax, possui o pH alto e é mais atrativa durante muito mais tempo que os atrativos alimentares. Apesar disso, os produtores brasileiros resistem em usar torula, pois consideram um produto muito mais caro que os utilizados para o monitoramento da mosca atualmente.

Os atrativos alimentares são usados em armadilhas para atrair a mosca-das-frutas. A Produção Integrada de Maçã – PIM recomenda o uso do suco de uva, mas também são usados melaço de cana de açúcar, macerados de milho, vinagre e batidas de frutas. Em uma comparação simples, é fácil entender porque a escolha dos produtores recai sobre os atrativos alimentares: um litro de macerado de milho custa menos de 1 real, um litro de melaço custa aproximadamente R$1,50, o suco de uva R$3,37 o litro, já torula custa quase 90 reais uma caixa de 300 gramas. Numa armadilha com capacidade de 600 ml de solução atrativa o custo com suco de uva é de R$0,51 enquanto que com as Pastilhas de Torula é de R$2,67.  Mesmo quando se considera o menor número de trocas das Pastilhas elas são comparativamente muito mais caras.

Este conceito está mudando entre os produtores que colocaram na conta o custo dos insumos para controlar a mosca. O custo de produção para produtores de maçã é de 15 mil reais por hectare, e o custo na safra com monitoramento por hectare é de R$3,24 com suco de uva e R$8,01 com Pastilhas de Torula, ou seja, o custo com o monitoramento é de menos de 0,05% do custo da produção. Tendo feito esta relação o custo de monitoramento passou a ficar irrelevante frente ao custo de produção e a decisão de usar um atrativo a base de torula ou proteina passou a ser técnica e não financeira.
Veja a tabela comparativa:

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Moscas domésticas são mais atraídas pela cor azul

Moscas domésticas são mais atraídas pela cor azul, ao contrário do que se pensava, a cor amarela não é atrativa. Estudos recentes realizados sob orientação do pesquisador Philip Koehler, da Universidade da Califórnia, sobre o comportamento e respostas fisiológicas de moscas domésticas à diferentes cores.

 

As cores branca e azul apresentaram melhores respostas das moscas, seguidas de amarelo, vermelho, verde e preto em teste de eletrorretinografia. A eletrorretinografia registrou os estímulos dos olhos compostos e do ocelo do inseto submetidos à diferentes cores.

Em testes comportamentais, no qual a mosca poderia escolher uma cor ou a cor preta, a ordem de preferência observada nas moscas foi: branca, azul, vermelha, verde e amarela. Posteriormente, foram realizados testes comparando-se as cores mais atrativas no eletrorretinografia. Assim, comparou-se branco x amarelo; azul x amarelo e azul x branco. Na primeira comparação, o branco foi mais atrativo, mas nas outras as moscas preferiram o azul.

Outro teste foi realizado, adicionando-se listras coloridas ao painel azul, assim, houve potencialização de atratividade do painel azul com listras pretas, segundo os pesquisadores: “As moscas percebem a cor azul como um local de descanso e as listras pretas como rachaduras e fendas, utilizadas como abrigo”. O painel com listras amarelas foi considerado repelente, pois apresentou menor atratividade do que o próprio painel azul sem listras.

Desse modo, durante muitos anos as armadilhas para moscas foram fabricadas na cor amarela, provavelmente eficientes devido a outros tipos de atrativos, e esse novo conceito poderá aumentar a capacidade de captura dessas armadilhas.

veja mais 

Referência:

Diclaro JW 2nd, Cohnstaedt LW, Pereira RM, Allan SA, Koehler PG. Behavioral and physiological response ofMusca domestica to colored visual targets. Journal of Medical Entomology, 49(1):94-100p., Jan. 2012

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